Chamas se propagaram pelo vão da escada.
Um forte incêndio explodiu na madrugada de quarta-feira em um pequeno edifício residencial da rua Myrha em Paris, relativamente próxima do Sacré Coeur. O saldo é dramático: oito mortos, entre eles duas crianças, e quatro feridos graves. Os moradores ouviram os primeiros gritos às quatro horas da manhã (23h de terça de Brasília). O vão da escada agiu como uma chaminé, facilitando a propagação das chamas, que atingiram, principalmente, os moradores dos terceiro e quarto andares.
A rua Myrha, no 18° distrito de Paris, abriga moradias populares. O edifício que sofreu o violento incêndio não era insalubre. Essa afirmação foi feita pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, que às sete da manhã (duas horas da manhã de Brasília) estava, junto com o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, no local da tragédia. Cazeneuve explicou que é muito cedo para saber qual foi a origem do incêndio, ainda que se saiba que começou na parte de baixo e subiu para os andares superiores. As chamas, de grande dimensão, saíam pouco depois pelas janelas dos andares mais afetados. No começo da manhã o ministro manifestou, entretanto, a suspeita de que o incêndio tenha sido intencional por conta da estranha circunstância de que somente duas horas antes do fogo os bombeiros tenham sido chamados para apagar outro incêndio no mesmo imóvel.
Essa primeira chamada aconteceu às 2h23 da madrugada (21h23 em Brasília) devido a um pequeno foco de incêndio devido à queima de um papel. Duas horas depois começava o incêndio no andar térreo que causou a tragédia. A dupla intervenção dos bombeiros, os depoimentos dos vizinhos e as imagens das câmeras de vigilância permitiram a rápida detenção do suspeito.
O edifício não é muito alto: somente cinco andares. O fogo afetou quinze apartamentos, segundo Hidalgo. Quando os bombeiros chegaram ao local de noite (até 60 trabalharam para apagar o incêndio) encontraram duas pessoas mortas na calçada, que haviam se jogado pela janela fugindo do fogo.
Segundo a NORMA TÉCNICA 02/2014, poderia ter se evitado a ascensão das chamas para outros apartamentos.
6 INSTALAÇÕES PREVENTIVAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
6.1.1 Isolamento de risco
A Propagação do incêndio entre edifícios isolados pode se dar através dos seguintes mecanismos:
1) Radiação térmica, emitida:
a) pelas aberturas existentes na fachada do edifício incendiado;
b) pela cobertura do edifício incendiado;
c) pelas chamas que saem pelas aberturas na fachada ou pela cobertura;
d) pelas chamas desenvolvidas pela própria fachada, quando esta for composta por materiais combustíveis;
2) Convecção, que ocorre quando os gases quentes emitidos pelas aberturas existentes na fachada ou pela cobertura do edifício incendiado atinjam a fachada do edifício adjacente;
3) Condução, que ocorre quando as chamas da edificação ou parte da edificação contígua a uma outra atingem a esta, transmitindo calor e incendiando a mesma;
Dessa forma há duas maneiras de isolar uma edificação em relação à outra. São:
1) por meio de distanciamento seguro (afastamento) entre as fachadas das edificações e
2) por meio de barreiras estanques entre edifícios contíguos;
Com a previsão das paredes corta-fogo, uma edificação é considerada totalmente estanque em relação à edificação contígua.
O distanciamento seguro entre edifícios pode ser obtido por meio de uma distância mínima horizontal entre fachadas de edifícios adjacentes, capaz de evitar a propagação de incêndio entre os mesmos, decorrente do calor transferido por radiação térmica através da fachada e/ou por convecção através da cobertura.
Em ambos os casos o incêndio irá se propagar, ignizando através das aberturas os materiais localizados no interior dos edifícios adjacentes e/ou ignizando materiais combustíveis localizados em suas próprias fachadas.
6.1.2 Compartimentação vertical e horizontal
A partir da ocorrência de inflamação generalizada no ambiente de origem do incêndio, este poderá propagar-se para outros ambientes através dos seguintes mecanismos principais:
1) convecção de gases quentes dentro do próprio edifício;
2) convecção dos gases quentes que saem pelas janelas (incluindo as chamas) capazes de transferir o fogo para pavimentos superiores;
3) condução de calor através das barreiras entre compartimentos;
4) destruição destas barreiras. Diante da necessidade de limitação da propagação do incêndio, a principal medida a ser adotada consiste na compartimentação, que visa dividir o edifício em células capacitadas a suportar a queima dos materiais combustíveis nelas contidos, impedindo o alastramento do incêndio.
Os principais propósitos da compartimentação são:
1) conter o fogo em seu ambiente de origem;
2) manter as rotas de fuga seguras contra os efeitos do incêndio;
3) facilitar as operações de resgate e combate ao incêndio.
A capacidade dos elementos construtivos de suportar a ação do incêndio denomina-se “resistência ao fogo” e se refere ao tempo durante o qual conservam suas características funcionais (de vedação e/ou estrutural).
O método utilizado para determinar a resistência ao fogo consiste em expor um protótipo (reproduzindo tanto quanto possível as condições de uso do elemento construtivo no edifício) a uma elevação padronizada de temperatura em função do tempo.
Ao longo do tempo são feitas medidas e observações para determinar o período no qual o protótipo satisfaz a determinados critérios relacionados com a função do elemento construtivo no edifício.
O protótipo do elemento de compartimentação deve obstruir a passagem do fogo, mantendo sua integridade (recebe por isto a denominação de corta-fogo).
A elevação padronizada de temperatura utilizada no método para determinação da resistência ao fogo constitui-se em uma simplificação das condições encontradas nos incêndios e visa reproduzir somente a fase de inflamação generalizada.
VÍDEO DA NOTÍCIA: <https://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/02/internacional/1441174040_752621.html>
Segundo a NORMA TÉCNICA 02/2014, poderia ter se evitado a ascensão das chamas para outros apartamentos.
6 INSTALAÇÕES PREVENTIVAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
6.1.1 Isolamento de risco
A Propagação do incêndio entre edifícios isolados pode se dar através dos seguintes mecanismos:
1) Radiação térmica, emitida:
a) pelas aberturas existentes na fachada do edifício incendiado;
b) pela cobertura do edifício incendiado;
c) pelas chamas que saem pelas aberturas na fachada ou pela cobertura;
d) pelas chamas desenvolvidas pela própria fachada, quando esta for composta por materiais combustíveis;
2) Convecção, que ocorre quando os gases quentes emitidos pelas aberturas existentes na fachada ou pela cobertura do edifício incendiado atinjam a fachada do edifício adjacente;
3) Condução, que ocorre quando as chamas da edificação ou parte da edificação contígua a uma outra atingem a esta, transmitindo calor e incendiando a mesma;
Dessa forma há duas maneiras de isolar uma edificação em relação à outra. São:
1) por meio de distanciamento seguro (afastamento) entre as fachadas das edificações e
2) por meio de barreiras estanques entre edifícios contíguos;
Com a previsão das paredes corta-fogo, uma edificação é considerada totalmente estanque em relação à edificação contígua.
O distanciamento seguro entre edifícios pode ser obtido por meio de uma distância mínima horizontal entre fachadas de edifícios adjacentes, capaz de evitar a propagação de incêndio entre os mesmos, decorrente do calor transferido por radiação térmica através da fachada e/ou por convecção através da cobertura.
Em ambos os casos o incêndio irá se propagar, ignizando através das aberturas os materiais localizados no interior dos edifícios adjacentes e/ou ignizando materiais combustíveis localizados em suas próprias fachadas.
6.1.2 Compartimentação vertical e horizontal
A partir da ocorrência de inflamação generalizada no ambiente de origem do incêndio, este poderá propagar-se para outros ambientes através dos seguintes mecanismos principais:
1) convecção de gases quentes dentro do próprio edifício;
2) convecção dos gases quentes que saem pelas janelas (incluindo as chamas) capazes de transferir o fogo para pavimentos superiores;
3) condução de calor através das barreiras entre compartimentos;
4) destruição destas barreiras. Diante da necessidade de limitação da propagação do incêndio, a principal medida a ser adotada consiste na compartimentação, que visa dividir o edifício em células capacitadas a suportar a queima dos materiais combustíveis nelas contidos, impedindo o alastramento do incêndio.
Os principais propósitos da compartimentação são:
1) conter o fogo em seu ambiente de origem;
2) manter as rotas de fuga seguras contra os efeitos do incêndio;
3) facilitar as operações de resgate e combate ao incêndio.
A capacidade dos elementos construtivos de suportar a ação do incêndio denomina-se “resistência ao fogo” e se refere ao tempo durante o qual conservam suas características funcionais (de vedação e/ou estrutural).
O método utilizado para determinar a resistência ao fogo consiste em expor um protótipo (reproduzindo tanto quanto possível as condições de uso do elemento construtivo no edifício) a uma elevação padronizada de temperatura em função do tempo.
Ao longo do tempo são feitas medidas e observações para determinar o período no qual o protótipo satisfaz a determinados critérios relacionados com a função do elemento construtivo no edifício.
O protótipo do elemento de compartimentação deve obstruir a passagem do fogo, mantendo sua integridade (recebe por isto a denominação de corta-fogo).
A elevação padronizada de temperatura utilizada no método para determinação da resistência ao fogo constitui-se em uma simplificação das condições encontradas nos incêndios e visa reproduzir somente a fase de inflamação generalizada.
VÍDEO DA NOTÍCIA: <https://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/02/internacional/1441174040_752621.html>
REFERÊNCIAS:
<https://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/02/internacional/1441174040_752621.html>
<https://www.bombeiros.go.gov.br/wp-content/uploads/2014/03/nt-02_2014-conceitos-basicos-de-seguranca-contra-incendio1.pdf>
<https://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/02/internacional/1441174040_752621.html>
<https://www.bombeiros.go.gov.br/wp-content/uploads/2014/03/nt-02_2014-conceitos-basicos-de-seguranca-contra-incendio1.pdf>
Comentários
Postar um comentário