Incêndio no
Edifício Joelma foi uma tragédia
ocorrida em 1° de fevereiro de 1974 no Edifício Praça da Bandeira (antigo Joelma), na região central de São
Paulo, Brasil, que provocou a morte 191 pessoas e deixou mais de 300
feridos.
O incêndio aconteceu menos de dois anos
após outro prédio arder em chamas no centro da cidade, o Edifício Andraus. A
tragédia do Joelma continua a ser o terceiro pior incêndio em arranha-céu por número de vítimas fatais, após o colapso das Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova
York em 11 de setembro de 2001.
O incêndio
Concluída sua construção, em 1972, o Edifício Joelma foi imediatamente alugado ao Banco Crefisul de
Investimentos. No começo de 1974 a empresa ainda terminava a transferência de seus
departamentos, quando no dia 1°
de fevereiro, às 8h45 de uma chuvosa
sexta-feira, um curto-circuito em um aparelho de ar
condicionado no 12° andar deu
início a um incêndio, que rapidamente se espalhou pelos demais
pavimentos. As salas e escritórios do Joelma eram configurados por
divisórias, com móveis de madeira, pisos acarpetados, cortinas de tecido e forros internos de fibra sintética,
condição que contribuiu sobremaneira para o alastramento incontrolável das chamas.
Quinze minutos após o curto-circuito era
impossível descer as íngremes escadas, localizadas no centro dos pavimentos, que foram bloqueadas
pelo fogo e a fumaça. Os corredores, por sua vez, eram estreitos. Na ausência
de uma escada de incêndio, muitas pessoas ainda conseguiram se salvar ao
contrariar as normas básicas e descer pelos elevadores, mas estes também logo deixaram de funcionar, quando as
chamas provocaram a pane no sistema elétrico dos aparelhos e a morte de uma
ascensorista no 20° andar.
Nos braços da mãe, que saltou para a
morte no 15° andar, uma criança de um ano e meio foi salva em um dos episódios
mais dramáticos do incidente. A multidão acompanhou o salto bem em frente ao
prédio. O choro da criança, levada imediatamente ao Hospital
das Clínicas, foi ouvido logo após o
impacto da queda. No último andar, segundo o depoimento de Ivã Augusto Pires,
coordenador do Serviço de Transportes da Câmara, um rapaz jogou-se ao chão e
aproximou-se de gatinhas da borda do terraço. Mas uma labareda fez com que ele
escorregasse e ficasse suspenso no ar, segurando no parapeito até não mais
aguentar e despencar na rua.
Sem ter
como deixar o prédio, muitos tentaram abrigar-se nos banheiros e parapeitos das
janelas. Outros sobreviventes concentraram-se no 25° andar que tinha saída
para dois terraços. Lembrando-se de um incidente similar ocorrido no Edifício Andraus, dois anos antes, em que as vítimas
foram salvas por um helicóptero que
pousou em um heliporto no topo do prédio, elas
esperavam ser resgatadas da mesma forma.
Na rua os
bombeiros tentavam agir em meio à confusão estabelecida pela Polícia Civil,
curiosos, PMs, médicos, enfermeiros, soldados do Exército e até escoteiros.
Homens e mulheres, alguns em trajes menores, os rostos escurecidos pela
fuligem, agitavam-se freneticamente nas janelas tentando chamar a atenção. Mas
os helicópteros não conseguiam pousar no terraço escaldante e seus cabos de aço
pendiam inutilmente. As escadas Magirus,
de 40 metros, não chegavam aos andares mais altos. No 20° andar, seis pessoas
se equilibravam-se em um pequeno patamar. Quase não havia lugar para todas.
Um rapaz de terno azul agarrava-se muito
precariamente a uma parte saliente, uma das pernas já do lado de fora do
edifício, como se fosse saltar. Embaixo, os bombeiros acenavam e pediam
calma. O fogo acabou, só um pouco mais de paciência, gritava um
policial por um megafone. Outros pintaram num amarelo muito vivo, sob grandes
faixas de pano - O fogo já apagou! e Coragem, vamos
salvá-los! O som do megafone aparentemente não chegou a eles, mas ao
ver as faixas um dos rapazes fez um sinal positivo com o polegar, puxou um
lenço verde e acenou.
Causas
e Efeitos
Início do incêndio no 12° andar. Um curto-circuito
no ar condicionado seguido de uma explosão inicia a tragédia.
Por se
tratar de um aparelho que necessita de reparos técnicos, tanto na instalação
quanto na manutenção, os valores investidos num ar condicionado vão além da
aquisição do aparelho. Trata-se de um equipamento que além de complexo, é caro,
e sem os cuidados adequados podem representar problemas. Tais falhas são
capazes de gerar mau funcionamento do aparelho até acidentes, como descargas
elétricas e incêndios.
Mesmo que, eventualmente, um aparelho
venha com defeito de fabricação, é na instalação e manutenção que grande parte
dos acidentes acontecem. Por isso, o usuário deve escolher uma assistência
técnica de confiança, que saiba realizar o procedimento de acordo com o
especificado pelas marcas de ar condicionado. Entretanto, muitas vezes a
diferença de preço faz com que muitos optem pelo serviço mais barato, que
podem, por ventura, levar a perda da garantia como estar sujeito a eventuais
falhas.
Os bombeiros retiram
os dezessete corpos no telhado e descobrem sessenta mortos sob o telhado na ala
da Rua Santo Antônio e mais trinta e cinco sob a cobertura da ala voltada para
a Avenida 9 de Julho.
Plano de evacuação
Comentários
Postar um comentário